agosto 31, 2007

É hoje, é hoje. Hoje vamos visitar o Alhambra!


Acordámos, para variar não muito cedo, e começámos a preparar-nos para ir visitar o Alhambra. Queríamos ter ido à piscina, mas a preguiça foi mais forte. Continuámos a ouvir os camiões, o barulho estranho de um animal e esta noite tivemos um brinde: o barulho de música de discoteca que o vento trazia na direcção da tenda.
Chegámos ao centro da cidade á hora de almoço, fomos até ao Pans comprar umas sandes e apanhámos o mini-bus e seguimos para o Alhambra. O caminho é verde e quando lá chegámos fiquei surpreendida com as árvores, o caminho cuidado. Tinha ideia que fosse um descampado árido e castanho. Fiquei bem impressionada.
A seguir foi descobrir como é que levantávamos os bilhetes, havia uma fila grandinha, mas felizmente não era para nós. Os nossos bilhetes, porque os comprámos pela net, eram tirados numa máquina, tipo ATM, onde bastava introduzir o cartão de crédito e voi lá: bilhetes impressos. Como ainda tínhamos tempo sentámo-nos num banco a almoçar as nossas sandochas do Pans.
Entrámos. Árvores, jardim, verde é assim o caminho até ao Palácio Nazaríes. Quase não entrávamos no Palácio, porque o bilhete dizia entre as 13h e as 13h30 para entrar no Palácio e nós pensámos que era no recinto e para entrar no palácio já havia fila para os que iam entrar entre as 13h30 e as 14h. Passámos à frente da fila, por indicação dos seguranças, claro.
Palácio é muito giro, todo trabalhado da "cabeça" aos "pés", cheio de salas, tectos reconstruídos ao estilo barroco, porque os cristãos não percebiam nada de arquitectura árabe. Gostei (mas prefiro a Catedral de Córdoba).

Esta é a principal atracção, se não tivéssemos comprado os bilhetes com antecedência, só tínhamos conseguido visitar os jardins.

A seguir visitámos o forte árabe que mantinha as ruínas da vila que lá existiu. Naquela alturas as pessoas deviam ser mesmo pequenas, porque se nós achamos que 50m2 de casa é pouco, naqueles recortes nem uma cama individual conseguíamos por.
Depois passeámos pelos jardins e pelo Generalife, não são marcantes, mas são bonitos. Vimos tudo o que havia para ver e viemos embora.
O Alhambra estava visto e tinha valido a pena.
Neste dia ainda fomos visitar a Capela, também no centro da cidade, mesmo ao lado da Catedral, passeámos, fomos comprar os souvenirs para trazer, jantámos e voltámos ao "acampamento".
No dia a seguir começámos o regresso a Lisboa, com dormida em Tavira para descansar e visitar uns amigos que estavam de férias e no domingo chegámos a Lisboa, cansados, mas não tanto como se tivéssemos feito a viagem toda no mesmo dia.

Dia 1 em Granada

Acordámos não muito cedo, entrámos no carro (depois do banho, de vestir roupa que não “pijama”, etc…) e lá fomos até à cidade.
Houve alguns enganos de ruas mas lá conseguimos encontrar o parque que vinha assinalado no mapa e que era no centro da cidade. Até esta altura não tínhamos prestado atenção a nada à nossa volta.
Quando saímos do estacionamento, subterrâneo, foi quando pela primeira vez respirámos Granada, foi o ponto zero da visita. Demos logo de caras com a primeira boa impressão da cidade: uma loja que cá fora tinha vários tipos de chás e especiarias, um pouco como a frutaria, mas sem fruta (devia ter tirado uma foto). Lá dentro tinha toda uma variedade de produtos naturais, doces, mel, azeites e vinagres, chocolate, o balcão ao estilo antigo, alto, só faltava a balança de pesos que eu via das mercearias de outros tempos. Toda a loja tinha um ar medieval/tradicional. Não me lembro se tinha máquina registadora, mas se tinha devia ser a única coisa “moderna” que a loja tinha. Tomámos logo a nota mental de lá voltar antes do regresso a casa para trazer uns chás e especiarias.
Ainda estávamos em jejum, mas a vontade de conhecer a cidade foi mais forte e antes de almoço ainda visitámos a catedral. Um monumento escondido no meio dos prédios baixos. A Catedral era simples, atrevo-me a dizer que era pouco ostentosa, a não ser na zona do altar e do órgão. Era grande, mas tinha pouca coisa para ver, não tinha nenhuma arquitectura distinta, era branca por dentro, poucos vitrais, poucos ornamentos. A fraqueza já começava a apoderar-se de nós, pelo menos de mim, e quando saímos demos mais uma volta e fomos à procura de um sítio para almoçar. Parámos na Plaza Nueva (de onde saíam os buses para o Alhambra e outros bairros de visita turística) a almoçar numa esplanada. No fim do almoço trouxeram-nos a conta e o empregado, antes que nós perguntássemos, disse-nos que por termos comido na esplanada havia um acréscimo de 15% (chulos), escusado será dizer que não só não vinha nada mencionado no menu, como ele só se lembrou de nos dizer depois de já termos enchido o bucho. Enfim.
A seguir apanhámos o autocarro que nos levaria até perto do Bairro Sacromonte, um bairro cigano com uma abadia para visitar. Saímos ainda no Bairro Albaizín, outro bairro que visitámos, e começámos a seguir as indicações do nosso mapa em direcção ao Sacromonte e à Abadia. Problema: o nosso mapa era, percebemos nós nessa altura, mau, não tinha assinaladas metade das ruas, o bairro fica na encosta do monte e nós começámos a visita mesmo na hora do calor. Ainda fizemos um esforço, mas desistimos. Andámos pela fronteira entre os dois bairros, com uma vista alargada da cidade e começámos a descer em direcção a uma outra igreja assinalada no meio do Bairro Albaizín. Mais uma vez constatámos que o mapa era mau, foi difícil lá chegar, mas conseguimos. A igreja estava fechada (devia ser a hora da siesta), mas por fora parecia uma igreja medieval pequena. Continuámos o passeio pelas ruas e fomos procurar a terceira igreja da tarde. Estava fechada, mas esta tinha um mosteiro a funcionar ao lado, por isso depreendemos que só abria à hora da missa. Aproveitámos para descansar um bocado à sombra das árvores da igreja. Estava um calor infernal (mas nada consegue superar o calor de Córdoba, até à data a cidade mais quente que visitei).
Próxima tentativa, o Miradouro com vista para o Alhambra, este pelo menos não corríamos o risco de encontrar fechado. Com algum custo conseguimos encontrá-lo. Estava cheio de turistas (que surpresa), mas a vista era de facto encantadora. Em frente o Alambra, conseguíamos ver as pessoas a passear lá dentro e pensámos “amanhã somos nós que ali vamos passar”, em baixo as ruas e edifícios da cidade. Desta vista a cidade até parecia bonita, mas passeando pelas ruas não havia nada que nos cortasse a respiração. Nas informações turísticas que recolhemos da net, o bairro Albaizín era um bairro de traços árabes e ruas estreitas com lojas de artesanato tradicional da região. Nós devemos ter andado pelas ruas erradas, porque arquitectura árabe era muito, muito, muito pouca e as lojas deviam estar fechadas para a siesta porque também não vimos nada.
Descemos até ao centro, passeámos, descobrimos uma praça com restaurantes, lanchámos, passeámos mais um pouco e jantámos na praça. Durante o jantar descobrimos que havia uma certa ética entre os artistas de rua. Num banco de pedra em frente ao restaurante estava um músico com a sua guitarra e o seu amplificador a tocar músicas como o “I just called to say I love you” de forma (ainda mais) melancólica e lenta. Mas quando aparecia outro músico, este errante e com um reportório mais animado, o guitarrista parava e só retomava o seu reportório melancólico quando o músico errante partia.
Cansados, partimos depois de jantar rumo ao camping para mais uma aventura nocturna, será que esta noite dormimos melhor?!

Viagem até Granada

Este ano as férias foram em granada e, porque é aqui tão perto, nada melhor fazer a viagem de carro.
Saímos daqui de manhã cedo (9h30) e fomos seguindo as instruções do via michelin. Não foi complicado, basicamente era seguir a auto-estrada até ao Algarve e virar para a Via do Infante (acho que é isso que lhe chamam) e a partir daí sempre em frente. É claro que a minha bexiga nos obrigou a parar de hora a hora, mas como é recomendado que paremos de duas em duas horas quando vamos a conduzir, no fundo, eu estava só a ser cautelosa (ou então não).
O objectivo era almoçar em Sevilha, assim já ficava feito mais de metade do caminho e a "recta final" ficava mais curta. Não conseguimos, desta vez foi o meu estômago que deu sinal e exigiu sustento. Almoçámos em Huelva. É certo que não fomos almoçar às praias, nem chegámos mesmo a ir até ao centro da cidade, mas do que deu para ver não recomendo. Prédios e mais prédios, ruas sujas e cinzentas. Não recomendo.
Por volta das 20h (de lá) chegámos ao parque de campismo que já tínhamos previamente pesquisado na Internet (não percebo como é que ainda existem agências de viagens, há tudo na net). O camping ficava literalmente à beira da via rápida que entrava em Granada, se não fossemos com atenção deixávamos passar. É um camping pequeno, onde o que eles chamam de "piscina" é mais o mega tanque da avó, aqueles que se usam nas aldeias para guardar a água que depois é distribuída pelos campos.
Como chegámos ainda era de dia pudemos ver onde é que o sol incidia com mais potência e escolhemos um lugarzinho mesmo no fim do parque, encostados ao muro, onde as árvores nos iam deixar dormir até ao meio-dia se quiséssemos. Passado 5 minutos percebemos que poderia haver um pequeno problema: as traseiras do camping davam para uma estrada secundária. Rebatemos logo este senão dizendo que à noite devia haver menos trânsito e por isso nem íamos dar por nada. Mais uma vez, enganámo-nos. A estrada das traseiras é uma recta bastante grande e os carros, camiões, motas aproveitam para mostrar a sua potência, especialmente à noite porque há menos trânsito. Conslusão: acordei duas ou três vezes durante a noite a achar que um camião ia entrar pela tenda a dentro.

Nós afinal até nem somos maus a traduzir títulos de Filmes

agosto 01, 2007

FHM vs "Mine"

Alguém me explica qual é o posicionamento da FMH ao ser vendida em conjunto com uma palete de Sagres Mini?

Terá sido escoamento de produto, ou simplesmente uma tentativa de alargar o seu público-alvo aos Trolhas? Terão sido os criativos que convenceram o cliente, ou terá sido uma das "brilhantes" ideias do cliente que os criativos não tiveram outro remédio senão acatar?

Ou talvez eu não entenda porque não sou o público-alvo da promoção. Mas se houver alguém que perceba por favor partilhe.