junho 14, 2006

14.06.79

Hoje faço anos. 27. Começou bem. Eu nasci à 1h25 da manhã e hoje, ás 2h da manhã não se via quase ninguém na rua, havia um silêncio nas ruas, que raramente senti em Lisboa, mesmo sendo tarde. Enquanto percorria a 2ª Circular a caminho de casa, o céu a cada 2 por 3 iluminava-se com relãmpagos, a trovodada só chegou quando eu já estava em casa. É um fenómeno que impõe respeito, mas que adoro ver. Por isso, de certa forma, fiqwuei contente que tivesse acontecido no meu dia de anos. Mas por outro lado "será que eu chateio assim tanta gente lá em cima?!?!?".
O tempo já se adivinhava cinzento, mas tinha esperança que pelo menos a chuva fosse solidária comigo. Enganei-me. Devo, ainda assim, ter lá em cima alguém que goste de mim, porque deixaram ficar o calor.
O dia foi calmo. Não quiz festa. Eu, que sou um "animal festeiro", preferi a calma do dia escuro ao frenezim de um dia de sol.
Gosto de fazer anos pelos telefonemas, as sms, os mails, dos que se lembram de mim. (Para vocês obrigada)
Fazer anos pode significar que estou um ano mais velha, que devo ficar mais responsável, ganhar juízo, crescer, eu escolho pensar que o meu dia de anos é o único dia em que posso ser (mais) mimada, em que posso fazer e ser o que quiser.
Hoje foi o meu dia de anos, mais, só para o ano que vem. Começa a contagem decrescente...

junho 10, 2006

Código DaVinci

Estava á espera de um filme mais visual. talvez porque já soubia a história, a minha memória se tenha centrado mais na verossemelhança entre livro e filme, do que nas imagens que passavam á minha fente.
Dos actores escolhidos, acho que só o Alfred Molina correspondia ao meu Aringarosa. Ao longo do filme fui gostando do Sir Leigh Teabing, representado pelo Ian McKellen. Também não era aquele o Silas que eu tonha imaginado, mas o Paul Betany fez-me mudar de ideias.
Defenitivamente Tom Hanks e Audrey Tautou não seriam a minha escolha, não que tenham representado mal o seu papel, mas não foi assim que eu imaginei o Langdon e a Sophie.
Gostei da realização e gostei do fim, ainda que não tenha sido ipsis verbis igual ao livro. Quer dizer, na sua essência e no essencial o final foi o mesmo, mas houve pequenos pormenores do livro que eu prefiro, por oposição à escolha do argumentista.
Acho que considerando tudo, o filme, não me desiludiu e até ajudou a solidificar a minha memória visual.
Em breve estarei em Paris e de certa forma acho que o filme aguçou a minha vontade de ir. Não pela história, mas pela beleza da cidade.

junho 04, 2006

Estes últimos meses - Superbock Super Rock

O trabalho tem sido muito e o tempo para deixar aqui os meus pensamentos tem sido pouco. Mas talvez a partir de hoje consiga deixar aqui mais memórias e opiniões.
A minha passagem pelo Superbock, Super Rock, que me levou a ir á casa de banho dos bastidores, porque havia uma fila interminável de gente para entrar no recinto e a organização não se lembrou dos milhares de pessoas que têm mini bexigas e precisam de ter um WC sempre próximo. (obrigado senhor da segurança que me deixou passar e ao polícia que me acompanhou para que se certificar que eu não era uma fã maluca)
Pergunta: porque é que a casa de banho que estava nos bastidores tinha autoclismo, lavatório e papel para limpar as mãos, mas as casas de banho do recinto terem papel higiénico já era um luxo?
Tive pena de perder os Ramp, mas por outro lado vi os Moonspell, os Korn, os Placebo e os Tool.
Este festival não foi só rock e cerveja, havia também umas "barraquinhas" que davam "brindes". A CrispeX que dava cereais, em tigelinhas e com leite, a CP que davam bilhetes de inter-rail, a Antena 3 que dava mochilas e t-shirts, a Worten que dava pulseiras de plástico, os Filipinos que davam não percebi bem o quê, porque era sempre "mais daqui a bocado". Mas o melhor stand era o da Decider/Frisumo/Pedras Salgadas. Ele era body painting com senhoras só de tanga, ele era o DJ que punha música para o grupo de hip-hop dançar e quem fosse dançar com eles recebia umas bolsinhas e umas t-shirts, ele era as massagens de borla, mas que também não eram de deixar água na boca. Para além destas maravilhas ainda distribuíam Decider e Água das Pedras com sabor, tudo à borlix. Ou seja, eu na minha velhice precoce, em vez de ir emborcar cerveja que nem uma doida (só um parêntesis - eu também nunca fui assim grande fã de cerveja), percorria o recinto de uma ponta à outra, no intervalo dos concertos, para ir buscar um copo de água das pedras com sabor a framboesa ou pêssego. A zona das comidas tinha um Macdonlads e uma Telepizza - será que eles querem começar a concorrer com os pequenos comerciantes como o Zodíaco e o Rei do Pão com Chouriço? (dúvida existencial: sou só eu que tenho espaço a mais no meu disco rígido para fixar estes nomes?!?!)
Foram dois dias de concerto muito giros, já não ia a um festival há muito tempo e foi bom.