abril 05, 2006

Dúvida existencial, ou só uma forma de gastar o tempo

Todos retratam o Casanova e o Don Juan como sendo homens demasiado bonitos para o seu tempo. Mas não seria possível que ele fossem os "Zézés Camarinhas" lá do sítio?!

Ou então como a Chica da Silva que na novela era uma "mulata gostosa", mas a História dizia que ela era gorda e desdentada.

abril 04, 2006

"Dá Deus nozes a quem não tem dentes"

A caminho do trabalho no outro dia de manhã, numa das ruas de Lisboa, com a Estrada toda pela frente ia um Porsche a 30km/h…

Taxista

Há gente de mau feitio, eu sei. Mas em trabalhos que obrigam o indivíduo a lidar com o público, uma pessoa tem tendência a tentar controlar. Não foi o caso deste taxista em particular.
No outro dia, apanhei um táxi para ir da Expo até Benfica. Era tarde, estava a chover, apeteceu-me.
Não sei se ele estava com pressa, se achou que eu estava com pressa, a verdade é que ele ia um bocado rápido, para uma Estrada com alguns carros.
Depois de uma travagem mais brusca, comecei a gozar com os meus botões sobre se chegaríamos a casa inteiros e se teria sido boa ideia apanhar aquele taxi.
O taxista, que ia na faixa mais à esquerda, irritado com o condutor da frente, que devia ir a 50km à hora na 2ª Circular, resolveu ultrapassa-lo pela direita. Até aqui nada de mais (além de uma ultrapassagem pelo lado errado). O problema foi quando ele mal tinha acabado de fazer a ultrapassagem e ele resolve travar a fundo, para provocar o outro condutor.
Deixei passar, mas uns metros mais à frente, depois de algumas pequenas travagens, ele faz outra travagem mais forte. Não aguentem mais e chamei-o à atenção. Foi um momento intenso. Mas finalmente admitiu que tinha errado, pediu mil desculpas.

Dois apontamentos:
- mais alguém acha que devia haver uma “Táxi Escola”?
- Será que o lema dos taxistas é “levamo-lo ao seu destino, numa viagem cheia de emoções”?

Underworld

Eu gosto de histórias sobre vampiros e lobisomens, mas não gosto quando os filmes se desdobram para criar uma continuação e falham.
Analisando friamente, chego à conclusão que o filme não tem história, ou que a história é desinteressante. Não há uma moral explícita, mas também não é evidente que seja um filme sem moral.
Há amor carnal, á amor fraternal, há amor paternal, mas nenhum é o âmago do filme, são fragmentos paralelos.
Eles (os personagens principais) fogem, eles lutam, eles sobrevivem, eles procuram, eles encontram; mas no final falta o porquê.
Porque é que o pai é imortal, Porque é que o vampiro foi atrás do lobisomem? Qual é o papel do pai?
Eu consigo encontrar respostas, mas são meras suposições, nada que me seja dito pelo filme.
Seria essa a intenção?

Good night, and good luck

Várias maneiras de filmar uma história. Ora parece a gravação de uma peça de teatro, ora se assemelha a um filme dos anos 50, ora parece que estamos a ver tudo pelo buraco da fechadura, ora recorre a técnicas mais recentes de realização, ou ainda nos mostra um documentário.
Gostei dele, a primeira ideia que me veio à cabeça foi “bloco de gelo”, mas não é bem isso. É mais um bloco de cimento, impenetrável. O único pedaço de humanidade está no olhar e isso torna a personagem brilhante.

Coisas estranhas (não param de acontecer)

- Uma concentração de camiões da Super Bock perto da estátua do Cais do Sodré (será que o consumo de cerveja naquela área é assim tão grande?!?!)

- O fim de um mito: os manequins masculinos são anatomicamente correctos.

- O Casanova, Segundo uma mini série da RTP, inventou: a moda, as passerelles, a valsa, e os penteados diferentes.

Capote

Não gostei daquela pessoa. Gostei muito do filme, da forma como a história é contada, mas não me relacionaria com aquele homem.
Tenho ideia, pela forma como está contada a história, que o Capote não seria uma pessoa feliz, que a forma como ele foi tratado enquanto crescia fez com que ele sentisse necessidade de se mostrar, de se destacar no meio de um grupo.
É uma faca de dois gumes, mas eu não acho que ele tenha escolhido o caminho certo.

Memórias de uma Gueixa

Merece, de facto, a nomeação para melhor fotografia. De uma forma mais subtil, o filme conseguia captar a essência da cor oriental. As primeiras cenas são as que mais me marcaram ao nível da cor. Sendo um filme a cores, as primeiras imagens quase parecem fotografias a preto e branco, onde cabem vários tons de cinzento.
De resto não é um filme marcante. É uma história bonita, sem exageros.
É uma história contada.