janeiro 26, 2006

Coisas Estranhas

- Abelhas
No outro dia reparei que a parte de trás das abelhas encolhe e estica, da mesma maneira que nós encolhemos e esticamos o peito quando estamos ofegantes. Quando eu olhei ela já estava "pregada" ao MUPI da paragem do Bus. De onde teria ela vindo e a que velocidade?

- Na rádio...
... uma voz masculina diz: "O recenseamento é obrigatório, todos os que completarem 18 anos deverão dirigir-se 'nãoseionde' até ao final de Janeiro"; e logo a seguir (dentro do mesmo anúncio) uma voz feminina diz: " O recenseamento das Cidadãs é voluntário".
Sou só eu que acho que o anúncio é um bocado sexista?!?! (serviu para descobrir que a palavra cidadãs é engraçada)

- Descubram a incoerência deste video épico do Euro 2004

http://video.google.com/videoplay?docid=-2281639941401215557&q=portugal

janeiro 20, 2006

Orgulho e Preconceito

Conhecia a história da série que passou no people and arts, foi a primeira vez que vi o Colin Firth (e confesso que fiquei muito bem impressionada) e pensei que o filme não seria tão bom. A série era sóbria, com sentido histórico e literário, e os actores conseguiam fazer passar o bucolismo da época.
Muitas vezes o cinema, nas adaptações de obras literárias clássicas deixa perder a beleza da narrativa e da literatura para sobrevalorizar o romance, a "intriga". Nestes casos o cinema torna-se demasiado exuberante e dramático.
Fui ver o filme por coincidência e surpreendi-me.
A narrativa da imagem era muito próxima da narrativa literária, não houve exageros, nem mesmo dramatismos musicais. Não pensei que alguém pudesse fazer tão bem de Mr. Darcy, como o Colin Firth, enganei-me.
Ao contrário do que estava à espera, gostei tanto, ou mesmo mais, do filme como da série. O filme conseguiu, atrevo-me a dizer, ir mais longe que a série em termos de representação e a série tinha bons actores. Sem perder a "seriedade" da época o filme fez-me rir de forma simples, discreta.
O Mr Collins era um senhor "piquenino" (mais giro que o Mr. collins da série) com ar de sapo. O Mr. Bingley (também mais giro que o da série) era um trapalhão que por mais um bocadinho tropeçava nas próprias pernas, mas doce e bonzinho. A Lizzy (a Keira) não era tão sisuda como na série, mas dava as suas opiniões com o mesmo poder de persuasão. A irmã mais velha era bonita e mais uma vez sem um ar tão pesado como a irmã mais velha, na série.
A título mais pessoal, tenho só a acrescentar que o casting masculino foi muito melhor no filme do que na série.

janeiro 05, 2006

Fashion Critic

Das coisas estranhas que nos acontecem no dia-a-dia há algumas que vale a pena partilhar.
Na minha calma hora de almoço, subindo a Rua do Carmo, sou abordada por dois rapazes, aqueles que nos 'melgam' incessantemente para preenchermos o questionário sobre o que quer que seja, para depois nos venderem o cartão de férias 'bla,bla'. Sem vontade de responder tento fingir que não é nada comigo e continuo o meu caminho. Eis senão quando eles me dizem: "Não é por causa disto (mostrando o caderninho A5 com os inquéritos), é só uma opinião". A minha curiosidade leva a melhor e faço cara de "então é o quê?"
Ao que eles respondem: "Qual de nós está mais bem vestido?!". Nesta altura eu estou a pensar para comigo "Com esses dois 'diamantes' em cada orelha e o fiozinho de ouro, nenhum...". Eles insistem e acabo por dizer que era o mais velho, o mais novo fica triste e eu digo-lhe "é o casaco". Em jeito de 'pintas' ele rapidamente tira o casaco ajeita a camisola e 'volta à carga'. Aí digo-lhes que assim ficam os dois bem vestidos.
O mais velho, não satisfeito, pergunta: "mas qual dos dois é que tem mais presença?". Aproveitando uma frase do mais novo, instintivamente respondo: "Isso não é justo porque ele é mais novo." Os dois ficam contentes e eu sigo caminho.

A questão é: (para quem me conhece) que credibilidade é que eu posso ter para dar opinião sobre as roupas dos outros?!?!