dezembro 19, 2006

Almoço de Natal

Muita gente não tem paciência para o Natal, não gosta da época, detesta ser "obrigada" a comprar presentes, mas a verdade é que todos participamos nesta festividade e pior ainda ficamos todos contentes com a aproximação do "almoço (ou jantar) de Natal da empresa", com a troca de presentes com os colegas e com os amigos.
No fundo o espírito está lá, ainda que algures a meio do caminho se tenha perdido alguma informação.
Eu gosto do Natal. Presentes, doces, família, amigos, feriados.

Abraços Gratis

No outro dia fui fazer compras de Natal à Baixa e ns Restauradores, no Rossio, perto dos armazéns do Chiado, havia plo menos duas pessoas com cartazes que diziam "Abraços Grátis" "Free Hugs" e que depois interagiam com as pessoas para lhes darem/receberem abraços.
Achei a ideia gira, especialmente se não tivesse nenhum objectivo "escondido". Admito que tive vergonha de receber um abraço, talvez por já ter cedido ao sinismo citadino "ninguém pede nada sem pedir nada em troca".
Mas achei um gesto simples, bonito e que me fez lembrar que ainda há boa gente por aí.

novembro 26, 2006

New Look

Preto ou Laranja?

Já muitas vezes me tinha interrogado como ficaria se pintasse o cabelo de ruivo. Um dia, fui ao supermercado e comprei a tinta, pintei o cabelo e ficou diferente. Há uns tempos pensei que gostava de experimentar tger o cabelo preto, mas tinha medo de ficar muito diferente ou que ficasse hediondo. Hoje, finalmente, perdi o medo e pintei-o de preto azulado não ficou tão mau como eu imaginei. Ficou só diferente.

O próximo passo: Laranja, ou pelo menos um ruivo muito, muito alaranjado.

novembro 12, 2006

729

(Para os mais despistados, houve alterações nos autocarros da carris e 729, é o antigo 29.)

Algo me diz que grande parte das minhas viagens neste bus vão ser aventuras.

Segunda o motorista expulsou um senhor mais velho que dizia "mas eu págo bilhete" e o motorista respondia "temos ordem para não o transportar". Não sei o que poderá ter o homem feito para estar proibido de andar de autocarro. era um senhor que tremia e tinha um cheiro esquisito. Fiquei com pena, porque parecia perdido, só, desamparado.
Terça saíu na mesma paragem que eu um rapaz que sem mais nem menos começou a gritar "jesus não est´
a morto, vocês pensam que ele está morto, mas não é verdade. eu sou o filho de deus, jesus cristo. "

Surreal.

Amsterdam


4 dias em Amesterdão deram para ver tudo o que era atracção turística que estava a berta. O Stedlijk estava fechado, o Reijks só tinha 13 salas abertas e a neuwe kerk só abre em dezembro, mas nem por isso a cidade deixa de ser menos bonita.

Se lá morasse teria o problema de decidir sobre se moraria numa boathouse, ou numa daquelas casas estreitas de janelas enormes. Acho que tivemos sorte em ficar num apartamento, podesmo dizer que morámos em Amesterdão. Descobri que onde ficamos alojados faz a diferença, quando visitamos uma cidade.

Adorei as casas e os canais e se soubesse andar bem de bicicleta não teria invejado as milhentas pessoas que passavam por mim nas suas "2 rodas". Os carros andam mais devagar que as bicicletas e estas passeiam pelas ruas. O maior trânsito é nos passeios, que não se distinguem, por vezes, da rua onde passa o eléctrico.

Gostava de viver lá por uns tempos, só pela experiência e quem sabe talvez aprendesse a andar bem de bicicleta, sem ir contra os obstáculos.

novembro 02, 2006

Primeiro dia como estagiaria

Para quem diz que vida de estagiário é vida de cão, eu devo ter muita sorte. Primeiro dia: fiz 2 telefonemas, um foi para as informações a perguntar um número de telefone, arranquei folhas de umas pastas para substituir por outras e "arrumei" os composits dos modelos das agências. O resto do tempo estive sentada na cadeira e a perguintar se não havia nada em que pudesse ajudra, ou se não tinham nenhum trabalho para eu fazer.
O bom é que pagam o almoço aos estagiários.

outubro 25, 2006

Futilidade Absurda

Eu admito que tenho ataques consumistas e às vezes vou para comprar uma camisola e acabo a comprar uma mala.
Mas no outro dia estava na fila de uma loja de roupa, no Colombo, à espera da minha vez, quando atrás de mim na fila oiço duas raparigas conversarem. convém dizer que eram espanholas e só tomei mais atenção na conversa precisamente por isso. Curiosidade.
Mas então... as duas tinha um mini guia do Colombo e estavam a decidir sobre qual a loja que iriam "visitar" a seguir, qual turista no Mosteiro dos Jerónimos.
Não sabia que existia turismo comercial, mas fiquei a pensar se o nível de vida em Espanha era assim tão alto que elas pudessem andar de loja em loja, que por sinal são as mesmas lojas que existem em Espanha, às compras, ou se seriam apenas duas miúdas ricas numa "shopping spree".

Nota: eu comprei duas camisolitas, que precisava e que foram baratinhas. :p

setembro 22, 2006

O meu momento zen do dia


Ler o horóscopo do metro, começo a manhã logo bem disposta. Ao princípio achei que devia ser coincidência, horóscopos estranhos para o meu dia, mas depois resolvi ler os outros signos e descobri que é geral. Uma boa ideia.

setembro 18, 2006

Horóscopo: keeps getting better and better

No metro a moça que ia ao meu lado estava a ler o "metro" e quando reparei ela estava na página do horóscopo. Aproveitei para ler o meu. Se o outro já era estranho este é ainda mais:
"Pode ser raptado, torturado o mesmo ganhar a lotaria. Pode acontecer de tudo um pouco. De resto um dia calmo."
sinto-me como se estivesse num filme do David Linch.
Será que estou num mundo paralelo e ninguém me avisou, ou será que é como os fortune cookies e eu tenho de descobrir o significado?!
Enfim... a ver como corre o dia.

setembro 14, 2006

Horóscopo

Gémeos 14.09.2006

"Óptima altura para saudar toda a gente com grante entusiasmo. Por exemplo, «João! Ainda estás vivo?!» As pessoas gostam de se sentir apreciadas."

Como o cosmos é um ser lixado:

Meus Amigos! Estão vivos?!

;)

setembro 07, 2006

Ponto alto da semana

A minha semana começou bem. 2ª feira, vou à cozinha buscar os sapatos para ir trabalhar, eis senão quando descubro que tenho um novo companheiro(a) de casa: uma osga. Pois é a sra. osga resolveu que a minha cozinha era o sítio ideal para passar o tempo. A minha reacção foi "como é que eu a ponho daqui pra fora sem lhe pegar e mata-la está fora de questão, que o bichito até é fofinho e não me fez mal nenhum. Nisto chega a minha mãe e eu aviso-a "temos um lagarto em casa e fugiu para de baixo do frigorifico". A mãe, qual super mulher, arrasta o frigorifico e não vê nada, arrasta mais um bocadinho e diz: "Ai! É enorme. É uma osga. Que nojo. Ai. Temos que a matar. Que horror. Ai. Ugh. Ahhhh" (ficaram com uma ideia) Ela vai buscar a Vassoura enchota o bicho para ao pé da parede da janela, esmaga a pobre criatura e, arrastando o bicho pela parede a cima com a vassoura, lá o atira pela janela. Não sem uns quantos ais e uis e ughs pelo caminho. A única coisa que eu conseguia dizer era: não a vais matar, tadinha, enxota só pra fora.

agosto 20, 2006

Gatos ou Fedorentos

Estava a ver um programa na rtp1 onde mostravam o making of dos novos anúncios da PT e o nome do grupo era "Gatos", como em diminutivo de "Gato Fedorento" e eu pergunto-me: porque é que não lhes chamaram "Fedorentos"?

julho 19, 2006

Festival do Caracol Saloio 2006

O caracol é um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres com ampla distribuição ambiental e geográfica.
Este caramujo é um animal hermafrodita, ou seja, possui no mesmo corpo órgãos sexuais masculinos e femininos, e pesa em média 200 gramas, medindo em média 15 cm de comprimento. Sua concha é alongada e rajada, com cores bege e marrom. Na fase adulta, atingida após um ano de vida, o Achatina pode colocar até 400 ovos a cada ano e o período de incubação leva de 1 a 15 dias. Desenvolve-se muito bem em regiões de clima quente, como nas matas, em regiões sombrias e bastante úmidas como nas proximidades de córregos, rios, lagos e alargados.
Fonte: Wikipedia

O caracol é hermafrodita, no entanto tem que acasalar para haver fecundação. O ritual de acasalamento dura cerca de 10 horas e pode ocorrer várias vezes. O período que decorre desde o acasalamento até à desova varia consoante a temperatura, mas ronda os 15 dias. Para pôr os ovos, o caracol escava um buraco na terra com 3 a 4 cm de profundidade, no qual introduz a parte anterior do seu corpo. Cada postura dura várias horas e o caracol põe entre 60 e 150 ovos com 4 mm de diâmetro. De seguida, o caracol cobre o buraco, iniciando-se a fase de incubação (14 a 30 dias, de acordo com a temperatura). Quando se dá a eclosão dos ovos, o caracol nasce já formado, com uma casca de 3 mm e pesa em média 27 mg. Fica no seu "ninho" durante alguns dias, alimentando-se dos resíduos orgânicos e dos restos dos ovos.
Fonte: http://www.helix.web.pt/html/portugues/car-reproducao.htm

Mas são animais bem educados e românticos...

Na sua generalidade, os caracóis são ao mesmo tempo macho e fêmea (hermafroditas) e podem acasalar com qualquer outro caracol da sua espécie, desde que este se mostre disponível!
Os caracóis têm uma corte elaborada que se inicia pelo disparo de um dardo “de amor” por ambos, que os predispõe para o acasalamento! Depois de acasalarem, ambos podem pôr ovos.
Fonte: Pavilhão do Conhecimento

R.I.P. Ávila

Mais um cinema que desapareceu, mais uma igreja "universal do reino de Deus" que apareceu. Para os que ainda não sabem, vou ser eu a portadora de uma notícia triste: o Ávila é agora um lugar de culto religioso.

Não tenho nada contra as igrejas, mas fico triste quando vejo que a cultura é descontinuada. Perder coisas de que gostamos é sempre lamentável, mas a mudança não tem de ser má. Neste caso não fiquei satisfeita, sinto que o meu mundo ficou um bocado mais pequeno e mais pobre.

julho 09, 2006

O fim do campeonato

Eu sei que as pessoas são indivíduos e um comportamento individual não pode ser extrapolado para a generalidade das pessoas. Mas como é que uma equipa que há uns dias estava a criticar os nossos mergulhos, vai e faz o mesmo que nós (e só nós) fazemos?? Como é que um jogador como o Zidane perde a calma daquela maneira e enfia a careca no tórax do adversário. Ainda que ele o tenha insultado com o pior insulto de todos os tempos, como é que é possível que um profissional perca a calma daquela maneira e pior ainda no final da sua carreira. Não deixo de achar piada ao constatar que ainda há algo de primitivo em nós, é giro, mas fico com pena que um jogador como ele tenha (ao que parece) terminado a carreira com uma expulsão. Pelo menos é uma história para contar.
Só vi o jogo a partir da segunda parte do prolongamento e gostei de ver que, se calhar, temos um bom guarda-redes no que toca a penalties.
Foi mais um campeonato de futebol. Daqui por dois anos há mais, certo?

julho 03, 2006

Mundial 2006

Parece que passámos às meias-finais. Será que conseguimos melhorar a nossa qualificação e passar à final? Aguardo ansiosa o jogo de 4ª feira.

Mas mais interessante foi, no caminho para casa depois do jogo, ter visto um Helder com uma bandeira de Portugal atada ao pescoço a acenar aos carros que passavam na estrada. Não que estivesse eufórico e delirante, como acho que estavam 90% da população. É uma curiosidade, não conheço bem a sua religião, os seus hábitos ou costumes, mas sempre me pareceu que as questões mundanas, como o futebol, lhes passava um bocado ao lado.

Achei giro.

Luís, Luís já foi a Paris

Não foi o Luís, fui eu, mas isso agora não é importante.
Acho que gostava de lá morar durante uns tempos para conhecer melhor a cidade. Há imensa coisa para ver e mesmo tendo visto muito soube a pouco, porque não havia tempo para apreciar. Não pela quantidade de coisas que havia para visitar, mas pela quantidade de gente que havia nas coisas que quisemos visitar.
Preferi visitar o D'Orsay ao Louvre, este último pode ser grande, imponente, ter uma colecção imensa, mas o mapa é confuso, está cheio de gente no caminho até à Monalisa e à Venús de Milo (que são as duas únicas obras que têm direito a setas) e as paredes têm uma quantidade exagerada de quadros que me distraíam. Mais do que perder um dia para visitar o Louvre acho que era preciso uma semana. O D'Orsay tinha fila para entrar, mas uma vez lá dentro conseguia-se andar pelas salas sem tropessar em ninguém e porque as paredes não estavam forradas de quadros podiamos olhar para cada um deles e apreciá-los.
Sugestão para quem for a Paris: levem farnel e bebida, que ir comer fora lá está pela hora da morte e a bebida é muito mais cara, comparativamente, do que a comida.

Também tive a oportunidade de ir à Disney. Adorei.
Quem disse que só as crianças é que têm direito a divertir-se?!. A atenção que eles dão ao pormenor de cada diversão é genial e algumas são muito divertidas. Tenho de lá voltar.

junho 14, 2006

14.06.79

Hoje faço anos. 27. Começou bem. Eu nasci à 1h25 da manhã e hoje, ás 2h da manhã não se via quase ninguém na rua, havia um silêncio nas ruas, que raramente senti em Lisboa, mesmo sendo tarde. Enquanto percorria a 2ª Circular a caminho de casa, o céu a cada 2 por 3 iluminava-se com relãmpagos, a trovodada só chegou quando eu já estava em casa. É um fenómeno que impõe respeito, mas que adoro ver. Por isso, de certa forma, fiqwuei contente que tivesse acontecido no meu dia de anos. Mas por outro lado "será que eu chateio assim tanta gente lá em cima?!?!?".
O tempo já se adivinhava cinzento, mas tinha esperança que pelo menos a chuva fosse solidária comigo. Enganei-me. Devo, ainda assim, ter lá em cima alguém que goste de mim, porque deixaram ficar o calor.
O dia foi calmo. Não quiz festa. Eu, que sou um "animal festeiro", preferi a calma do dia escuro ao frenezim de um dia de sol.
Gosto de fazer anos pelos telefonemas, as sms, os mails, dos que se lembram de mim. (Para vocês obrigada)
Fazer anos pode significar que estou um ano mais velha, que devo ficar mais responsável, ganhar juízo, crescer, eu escolho pensar que o meu dia de anos é o único dia em que posso ser (mais) mimada, em que posso fazer e ser o que quiser.
Hoje foi o meu dia de anos, mais, só para o ano que vem. Começa a contagem decrescente...

junho 10, 2006

Código DaVinci

Estava á espera de um filme mais visual. talvez porque já soubia a história, a minha memória se tenha centrado mais na verossemelhança entre livro e filme, do que nas imagens que passavam á minha fente.
Dos actores escolhidos, acho que só o Alfred Molina correspondia ao meu Aringarosa. Ao longo do filme fui gostando do Sir Leigh Teabing, representado pelo Ian McKellen. Também não era aquele o Silas que eu tonha imaginado, mas o Paul Betany fez-me mudar de ideias.
Defenitivamente Tom Hanks e Audrey Tautou não seriam a minha escolha, não que tenham representado mal o seu papel, mas não foi assim que eu imaginei o Langdon e a Sophie.
Gostei da realização e gostei do fim, ainda que não tenha sido ipsis verbis igual ao livro. Quer dizer, na sua essência e no essencial o final foi o mesmo, mas houve pequenos pormenores do livro que eu prefiro, por oposição à escolha do argumentista.
Acho que considerando tudo, o filme, não me desiludiu e até ajudou a solidificar a minha memória visual.
Em breve estarei em Paris e de certa forma acho que o filme aguçou a minha vontade de ir. Não pela história, mas pela beleza da cidade.

junho 04, 2006

Estes últimos meses - Superbock Super Rock

O trabalho tem sido muito e o tempo para deixar aqui os meus pensamentos tem sido pouco. Mas talvez a partir de hoje consiga deixar aqui mais memórias e opiniões.
A minha passagem pelo Superbock, Super Rock, que me levou a ir á casa de banho dos bastidores, porque havia uma fila interminável de gente para entrar no recinto e a organização não se lembrou dos milhares de pessoas que têm mini bexigas e precisam de ter um WC sempre próximo. (obrigado senhor da segurança que me deixou passar e ao polícia que me acompanhou para que se certificar que eu não era uma fã maluca)
Pergunta: porque é que a casa de banho que estava nos bastidores tinha autoclismo, lavatório e papel para limpar as mãos, mas as casas de banho do recinto terem papel higiénico já era um luxo?
Tive pena de perder os Ramp, mas por outro lado vi os Moonspell, os Korn, os Placebo e os Tool.
Este festival não foi só rock e cerveja, havia também umas "barraquinhas" que davam "brindes". A CrispeX que dava cereais, em tigelinhas e com leite, a CP que davam bilhetes de inter-rail, a Antena 3 que dava mochilas e t-shirts, a Worten que dava pulseiras de plástico, os Filipinos que davam não percebi bem o quê, porque era sempre "mais daqui a bocado". Mas o melhor stand era o da Decider/Frisumo/Pedras Salgadas. Ele era body painting com senhoras só de tanga, ele era o DJ que punha música para o grupo de hip-hop dançar e quem fosse dançar com eles recebia umas bolsinhas e umas t-shirts, ele era as massagens de borla, mas que também não eram de deixar água na boca. Para além destas maravilhas ainda distribuíam Decider e Água das Pedras com sabor, tudo à borlix. Ou seja, eu na minha velhice precoce, em vez de ir emborcar cerveja que nem uma doida (só um parêntesis - eu também nunca fui assim grande fã de cerveja), percorria o recinto de uma ponta à outra, no intervalo dos concertos, para ir buscar um copo de água das pedras com sabor a framboesa ou pêssego. A zona das comidas tinha um Macdonlads e uma Telepizza - será que eles querem começar a concorrer com os pequenos comerciantes como o Zodíaco e o Rei do Pão com Chouriço? (dúvida existencial: sou só eu que tenho espaço a mais no meu disco rígido para fixar estes nomes?!?!)
Foram dois dias de concerto muito giros, já não ia a um festival há muito tempo e foi bom.

maio 18, 2006

Cow Parede - O roubo


E depois alguém gozou quando eu sugeri que era possível roubar as guitarras que estão na 2ª Circular...

maio 02, 2006

Fim de semana grande - há que passear!

Quero, em primeiro lugar, agradecer há Junta de Freguesia de Marrazes pela brilhante ideia de organizar o "Festival de Doces da Avó". Um paraíso para os que sofrem de gula, como eu.
Não é que este tenha sido o ponto alto do fim-de-semana, mas foi o mais saboroso.

A Marinha Grande prima pelos jardins infantis, com espaços verdes amplos e uma parede de escalada horizontal que estilhaçou qualquer perspectiva atlética que eu ou os meus companheiros de fim-de-semana pudessem ainda acalentar nos seus espíritos.

Domingo um dia de praia, que seduzia qualquer um. Resistimos. Segunda-feira fez birra e mesmo deixando passar alguns raios de sol, não produziu calor suficiente para que eu pudesse aproveitar decentemente o meu primeiro dia de praia de 2006. Conclusão: o meu primeiro dia de praia de 2006 ainda está para acontecer.

Hoje tenho a sensação de ter ido de férias e que segunda-feira é hoje.

abril 05, 2006

Dúvida existencial, ou só uma forma de gastar o tempo

Todos retratam o Casanova e o Don Juan como sendo homens demasiado bonitos para o seu tempo. Mas não seria possível que ele fossem os "Zézés Camarinhas" lá do sítio?!

Ou então como a Chica da Silva que na novela era uma "mulata gostosa", mas a História dizia que ela era gorda e desdentada.

abril 04, 2006

"Dá Deus nozes a quem não tem dentes"

A caminho do trabalho no outro dia de manhã, numa das ruas de Lisboa, com a Estrada toda pela frente ia um Porsche a 30km/h…

Taxista

Há gente de mau feitio, eu sei. Mas em trabalhos que obrigam o indivíduo a lidar com o público, uma pessoa tem tendência a tentar controlar. Não foi o caso deste taxista em particular.
No outro dia, apanhei um táxi para ir da Expo até Benfica. Era tarde, estava a chover, apeteceu-me.
Não sei se ele estava com pressa, se achou que eu estava com pressa, a verdade é que ele ia um bocado rápido, para uma Estrada com alguns carros.
Depois de uma travagem mais brusca, comecei a gozar com os meus botões sobre se chegaríamos a casa inteiros e se teria sido boa ideia apanhar aquele taxi.
O taxista, que ia na faixa mais à esquerda, irritado com o condutor da frente, que devia ir a 50km à hora na 2ª Circular, resolveu ultrapassa-lo pela direita. Até aqui nada de mais (além de uma ultrapassagem pelo lado errado). O problema foi quando ele mal tinha acabado de fazer a ultrapassagem e ele resolve travar a fundo, para provocar o outro condutor.
Deixei passar, mas uns metros mais à frente, depois de algumas pequenas travagens, ele faz outra travagem mais forte. Não aguentem mais e chamei-o à atenção. Foi um momento intenso. Mas finalmente admitiu que tinha errado, pediu mil desculpas.

Dois apontamentos:
- mais alguém acha que devia haver uma “Táxi Escola”?
- Será que o lema dos taxistas é “levamo-lo ao seu destino, numa viagem cheia de emoções”?

Underworld

Eu gosto de histórias sobre vampiros e lobisomens, mas não gosto quando os filmes se desdobram para criar uma continuação e falham.
Analisando friamente, chego à conclusão que o filme não tem história, ou que a história é desinteressante. Não há uma moral explícita, mas também não é evidente que seja um filme sem moral.
Há amor carnal, á amor fraternal, há amor paternal, mas nenhum é o âmago do filme, são fragmentos paralelos.
Eles (os personagens principais) fogem, eles lutam, eles sobrevivem, eles procuram, eles encontram; mas no final falta o porquê.
Porque é que o pai é imortal, Porque é que o vampiro foi atrás do lobisomem? Qual é o papel do pai?
Eu consigo encontrar respostas, mas são meras suposições, nada que me seja dito pelo filme.
Seria essa a intenção?

Good night, and good luck

Várias maneiras de filmar uma história. Ora parece a gravação de uma peça de teatro, ora se assemelha a um filme dos anos 50, ora parece que estamos a ver tudo pelo buraco da fechadura, ora recorre a técnicas mais recentes de realização, ou ainda nos mostra um documentário.
Gostei dele, a primeira ideia que me veio à cabeça foi “bloco de gelo”, mas não é bem isso. É mais um bloco de cimento, impenetrável. O único pedaço de humanidade está no olhar e isso torna a personagem brilhante.

Coisas estranhas (não param de acontecer)

- Uma concentração de camiões da Super Bock perto da estátua do Cais do Sodré (será que o consumo de cerveja naquela área é assim tão grande?!?!)

- O fim de um mito: os manequins masculinos são anatomicamente correctos.

- O Casanova, Segundo uma mini série da RTP, inventou: a moda, as passerelles, a valsa, e os penteados diferentes.

Capote

Não gostei daquela pessoa. Gostei muito do filme, da forma como a história é contada, mas não me relacionaria com aquele homem.
Tenho ideia, pela forma como está contada a história, que o Capote não seria uma pessoa feliz, que a forma como ele foi tratado enquanto crescia fez com que ele sentisse necessidade de se mostrar, de se destacar no meio de um grupo.
É uma faca de dois gumes, mas eu não acho que ele tenha escolhido o caminho certo.

Memórias de uma Gueixa

Merece, de facto, a nomeação para melhor fotografia. De uma forma mais subtil, o filme conseguia captar a essência da cor oriental. As primeiras cenas são as que mais me marcaram ao nível da cor. Sendo um filme a cores, as primeiras imagens quase parecem fotografias a preto e branco, onde cabem vários tons de cinzento.
De resto não é um filme marcante. É uma história bonita, sem exageros.
É uma história contada.

março 17, 2006

Citação

"Só existe um destino, nenhum caminho. Aquilo a que chamamos caminho é hesitação."
Franz Kafka, Parábolas e Fragmentos

fevereiro 09, 2006

Coisas Estranhas "The sequal"

- Championship Clerum
Que é como quem diz: Campeonato Futsal de Sacerdotes.

- Metro
Hoje vi no metro um senhor que numa das paragens aproveitou para tirar uma foto da plataforma. Eu penso: "será que o senhor é um terrorista a documentar o seu próximo alvo?!?" (eu tenho uma imaginação muito értil, eu sei...)

fevereiro 07, 2006

Saudades

Às vezes tenho saudades de filmes como o "Aeroplano", ou "Ases pelos Ares", dos filmes do Mel Brooks e dos Monty Python. Por isso, gosto quando vejo um filme que de tão idiota se torna bom.
"Kiss, kiss, bang, bang" é um bom exemplo. Começa pelo título, passa pelas personagens e acaba no enredo. Nada faz grande sentido.
O título é sugestivo e engraçado (eu acho). As personagens, algumas são clichés, outras são "normais", mas são todas disfuncionais.
O enredo é sempre cheio, quando achamos que vamos começar a ver a luz ao fundo do túnel, vêmos uma placa a dizer "Luz ao fundo do túnel - 300km". Mas as piadas são muito boas, num filme cheio de lugares comuns não há situações cliché.
Estão constantemente a alimentar-nos a imaginação e não temos muito tempo para absorver, mas é feita de uma maneira leve, que não nos cansa.
A realização é simples, sem grandes aparatos e no entanto tem pormenores muito bons de narrativa.

Um "thumbs up" para o Val Kilmer, que é sem dúvida um excelente actor (devias fazer mais filmes, amigo).
Um "seja benvindo" ao Robert Downey Junior (vê lá se desta vez ganhas juízo, que a malta até te 'curte').

fevereiro 03, 2006

Coisas Estranhas - nunca vêm só...

Hoje no trânsito, à entrada da Praça de Espanha, estava parada no meu carrinho, á espera que o sinal mudasse para verde, quando vejo que uma ambulância amarela queria passar (tinha as luzinhas acesas e fazia "tinóni"). Ela tinha espaço para passar até chegar ao meu lado e o senhor da faixa do lado, não conseguia desviar-se porque estava demasiado próximo do táxi que estava á frente. Até aqui tudo normal, os carros não andavam, deviam pensar que o "tinóni" da ambulância era uma campanha barulhenta da Red Bull, ou algo do género, o senhor do carro bem que se tentou desviar, mas acabou por ficar atravessado na faixa. Normal.
O bonito da coisa, foi um senhor com um colete do jornal "Metro" que continuava a distribuir os seus jornais aos carros, em frente á ambulância, sem qualquer problema. Ou não tinha amor à vida, ou também pensou que a ambulância devia ser uma antecipação do Carnaval.

janeiro 26, 2006

Coisas Estranhas

- Abelhas
No outro dia reparei que a parte de trás das abelhas encolhe e estica, da mesma maneira que nós encolhemos e esticamos o peito quando estamos ofegantes. Quando eu olhei ela já estava "pregada" ao MUPI da paragem do Bus. De onde teria ela vindo e a que velocidade?

- Na rádio...
... uma voz masculina diz: "O recenseamento é obrigatório, todos os que completarem 18 anos deverão dirigir-se 'nãoseionde' até ao final de Janeiro"; e logo a seguir (dentro do mesmo anúncio) uma voz feminina diz: " O recenseamento das Cidadãs é voluntário".
Sou só eu que acho que o anúncio é um bocado sexista?!?! (serviu para descobrir que a palavra cidadãs é engraçada)

- Descubram a incoerência deste video épico do Euro 2004

http://video.google.com/videoplay?docid=-2281639941401215557&q=portugal

janeiro 20, 2006

Orgulho e Preconceito

Conhecia a história da série que passou no people and arts, foi a primeira vez que vi o Colin Firth (e confesso que fiquei muito bem impressionada) e pensei que o filme não seria tão bom. A série era sóbria, com sentido histórico e literário, e os actores conseguiam fazer passar o bucolismo da época.
Muitas vezes o cinema, nas adaptações de obras literárias clássicas deixa perder a beleza da narrativa e da literatura para sobrevalorizar o romance, a "intriga". Nestes casos o cinema torna-se demasiado exuberante e dramático.
Fui ver o filme por coincidência e surpreendi-me.
A narrativa da imagem era muito próxima da narrativa literária, não houve exageros, nem mesmo dramatismos musicais. Não pensei que alguém pudesse fazer tão bem de Mr. Darcy, como o Colin Firth, enganei-me.
Ao contrário do que estava à espera, gostei tanto, ou mesmo mais, do filme como da série. O filme conseguiu, atrevo-me a dizer, ir mais longe que a série em termos de representação e a série tinha bons actores. Sem perder a "seriedade" da época o filme fez-me rir de forma simples, discreta.
O Mr Collins era um senhor "piquenino" (mais giro que o Mr. collins da série) com ar de sapo. O Mr. Bingley (também mais giro que o da série) era um trapalhão que por mais um bocadinho tropeçava nas próprias pernas, mas doce e bonzinho. A Lizzy (a Keira) não era tão sisuda como na série, mas dava as suas opiniões com o mesmo poder de persuasão. A irmã mais velha era bonita e mais uma vez sem um ar tão pesado como a irmã mais velha, na série.
A título mais pessoal, tenho só a acrescentar que o casting masculino foi muito melhor no filme do que na série.

janeiro 05, 2006

Fashion Critic

Das coisas estranhas que nos acontecem no dia-a-dia há algumas que vale a pena partilhar.
Na minha calma hora de almoço, subindo a Rua do Carmo, sou abordada por dois rapazes, aqueles que nos 'melgam' incessantemente para preenchermos o questionário sobre o que quer que seja, para depois nos venderem o cartão de férias 'bla,bla'. Sem vontade de responder tento fingir que não é nada comigo e continuo o meu caminho. Eis senão quando eles me dizem: "Não é por causa disto (mostrando o caderninho A5 com os inquéritos), é só uma opinião". A minha curiosidade leva a melhor e faço cara de "então é o quê?"
Ao que eles respondem: "Qual de nós está mais bem vestido?!". Nesta altura eu estou a pensar para comigo "Com esses dois 'diamantes' em cada orelha e o fiozinho de ouro, nenhum...". Eles insistem e acabo por dizer que era o mais velho, o mais novo fica triste e eu digo-lhe "é o casaco". Em jeito de 'pintas' ele rapidamente tira o casaco ajeita a camisola e 'volta à carga'. Aí digo-lhes que assim ficam os dois bem vestidos.
O mais velho, não satisfeito, pergunta: "mas qual dos dois é que tem mais presença?". Aproveitando uma frase do mais novo, instintivamente respondo: "Isso não é justo porque ele é mais novo." Os dois ficam contentes e eu sigo caminho.

A questão é: (para quem me conhece) que credibilidade é que eu posso ter para dar opinião sobre as roupas dos outros?!?!