julho 07, 2004

Final de Época

Não percebo, o Euro2004 acabou no Domingo e Lisboa, pelo menos, ainda não voltou ao normal.
Ainda se veêm bandeiras de Portugal nas janelas, nos carros, ainda se veêm anúncios a apoiar a selecção e a agradecer a possibilidade de sonhar (neste aspecto acho que o "Hino Popular" dos Da Weasel deve ter ajudado) e o melhor de tudo ainda se fala dos jogos, da Nossa Selecção, do fair play das equipas e os bons jogos que nos deram, dos fantásticos adeptos das selecções estranjeiras que até na derrota sabiam festejar.
Rock in Rio, SuperBock, SuperRock, Santos Populares, nenhum destes vai ficar para a História de 2004, o Euro2004 foi o grande protagonista deste ano.

Parabéns à Selecção, parabéns aos Gregos (não mereciam, mas foram os melhores no seu estilo de jogo), parabéns à Organização, aos "anfitriões" e aos "convidados". O próximo evento vai ser difícil de igualar.

junho 24, 2004

O Euro 2004

Como é possível alguém ficar triste num dia como o de hoje (ou qualquer outro dia, desde que começou o Euro)?

Há greve de autocarros, mas eu fiz a melhor viagem de metro de sempre.

As ruas da Baixa estavam cheias, só se viam roupas vermelhas e brancas, muitos ingleses, que se concentraram entre o Rossio e a Praça da Figueira, alguns portugueses assumidos, outros nem por isso, mas nós sabemos quem somos. O mais curioso foi ver camisolas de outras selecções, ou mesmo os inconfundíveis turistas com as camisolas da nossa selecção.
Todos tinham um sorriso, um olhar bem disposto. Ninguém pensava "somos melhores, vamos ganhar" só se prcebia "está sol, a minha equipa vai jogar hoje e vou torcer por ela".

A alegria e boa disposição inundou todos os que pela Baixa passaram.

A viagem de metro não podia ser diferente, a hora do jogo estava perto e todos se encaminhavam para o Estádio. Muitos ingleses, muitos portugues, mas o que tornou a viagem diferente foi um grupo de portugueses com os seus bombos e saxofones que animaram, uniram e alegraram todos os que entraram no metro da Linha Azul.
Eles tocaram o nosso hino, "When the saints go marching in", "Viva Espanha", "Malhão, Malhão", "Laurindinha" e quando os inlgeses cantaram o "Save the Queen" tentaram acompanhar. Havia cantilenas com Portugal, com England, mas não havia intensão de ofender ninguém. Todos estavam alegres animados.

O jogo foi renhido, intenso, impróprio para cardíacos, mas foi um bom jogo. As claques souberam estar à altura do resultado e provar que foram ver um jogo, torceram por uma equipa, souberam ganhar e perder.

junho 11, 2004

super bock super rock

Acabei de comprar um bilhete para ir hoje (sexta, 11 de Junho) ver o último dia do Super Bock Super Rock. Acho que de todas as bandas que lá vão estar só conheço uma música de cada (claro que é exagero, mas pouco mais do que isso devo conhecer), mas esses são os concertos que mais gosto. Se for para ir ver uma banda que já conheço, vou lá estar à espera "daquela música" ou a acompanhar, na minha voz de cana rachada, as minhas músicas preferidas. Se, por outro lado, for ver uma banda que não conheço ou que conheço mal, aproveito mais, porque não tenho espectativas, porque estou com atenção ao concerto e não se eles tocam as minhas músicas ou se têm o espectáculo que eu estava à espera.
Não estou a dizer que não gosto de ir ver concertos das "minhas bandas", é diferente.
Claro que quando estava a comprar o bilhete um rapaz que estava ao meu lado, e que tinha acabado de comprar o seu bilhete para o festival, comentou que as condições e organização não eram nada boas. Casas de banho ficam longe (quem estiver aflito, ou faz num canto, ou faz nas calças); os dois palcos são ao lado um do outro, o que implica que o check sound de um se ouve durante o concerto do outro; comer é durante os concertos porque senão não se come; o recinto é plano, logo se eu, que tenho metro e meio (+-), tiver um gigante de dois metros ou peço para ficar às cavalitas dele, ou não vejo nada. Só desvantagens, por isso espero que pelo menos as bandas valham a pena.
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